
Meu avô
Meu avô sempre estava ali,
na foto da sala.Naquele si
lêncio permanente.Sério!Um
tanto compenetrado,com seu
olhar fixo,sizudo,a olhar
um mundo que já não era
o seu.
A foto em branco e preto,es-
condia os cabelos grisalhos
que o pincel dos anos pintou.
Eu,da janela,ora olhava oscar
ros que pasavam veloz,ora me
virava pra ele,como se espera-
se que de sua boca ouvisse al-
gum som de palavras.
Eu guardo uma ternura imensa
do meu avô.Seu jeito brinca -
lhão.Tantas vezes para irri -
tar minha vó,e para algazar-
ra dos netos,ele falava poe -
sias antigas pra ela. Coisas
do tempo em que se amarrava
cachorro com linguiça.
Minha vó ficava fula da vida,
e nós riámos de chorar.
E da janela eu observava meu
avô,sério,sem saber do quanto
o mundo mudou.Sem saber que
já não usamos mais as cartas
para nos comunicármos,os namo-
ros hoje em grande parte são
via ondas eletromagnéticas.
Aos 100 e poucos anos partiu
meu avô para sempre.Às vezes
lembro dele colocando o óleo
da carne em nosso prato.To -
mando café,tão quente que a
fumaça cobria a borda da xí-
cara.Suas histórias do tempo
antigo.Histórias de assombra-
ssão.Da vida no sítio,das ma-
drugadas a galopar pelas vi-
elas escuras do interior.
ah,vô Emídio...se eu tivesse
uma máquina do tempo... nem
sei o que eu faria para vê-lo
sorrindo de novo.Nem sei!
É tragicômico a forma
como as pessoas passam
por nós,e nós passamos
por elas.Mais a vida
deve seguir em frente.
Simplismente alguém (colaboração-Debora Andrade)
Quero um caso que aconteça meio por acaso. Que não seja só um amigo, mas que não se torne namorado, que me ligue vez ou outra perguntando como vão as coisas e me chame pra ver o pôr-do-sol para me contar sobre seus amores. Quero um caso que não confunda o singelo gesto de andar de mãos dadas em um futuro compromisso no altar, que seja capaz de compreender um ciuminho bobo sem vangloriar-se por inteiro. Quero um caso que ajude-me a realizar meus desejos mais íntimos sem frescura ou qualquer tipo de tabu. Um caso que não deturpe o significado real do amor tornando o ser envolvido em uma propriedade privada, afinal, ninguém é mesmo de ninguém. Sejamos paradoxal no que diz respeito "ser de alguém" doar-se não lhe da o direito de pedir fundos de garantia ou fazer qualquer tipo de cobrança. As relações mais saudáveis que conheço baseiam-se em confiança, respeito ( o que deixa meio vago, cada um tem sua concepção ao que significa tal coisa ) e principalmente liberdade! :)
Por: Teka Andrade.
EU PODERIA (JANIO)

EU NÃO...(janio )
EU NÃO...
A SOLIDÂO..AUTOR-(JANIO F COSTA)
A solidão da velhice
MOTIVACIONAIS (sobre as palavras..)
MOTIVACIONAIS ( AS palavras.. )






