TONY BELLOTO ( REVISTA VEJA ).
Estreando meu novo computador – o antigo, depois de anos de brava luta, deu pau – dou de cara com uma pequena maçã negra já mordida recortada sob a tela do monitor. A maçãzinha vem a ser o símbolo da empresa que fabrica o computador, embora para mim aquela maçã remeta sempre aos Beatles.
Estreando meu novo computador – o antigo, depois de anos de brava luta, deu pau – dou de cara com uma pequena maçã negra já mordida recortada sob a tela do monitor. A maçãzinha vem a ser o símbolo da empresa que fabrica o computador, embora para mim aquela maçã remeta sempre aos Beatles.
Durante muito tempo, inclusive, pensei que a Apple era uma empresa dos Beatles, e que o negócio dos computadores se limitava a uma, digamos assim, diversificação de investimentos dos Quatro Cavaleiros do Apóscalipso. Imagino Paul McCartney descalço em plenos anos 70, sentado numa mesa de reunião, dizendo aos outros três ex-Beatles: “Bicho, o negócio da música nunca se sabe, mas informática…eis o futuro! Ei, George! Dá pra apagar esse incenso e prestar atenção em mim? Tô falando uma coisa séria aqui, bicho”.
Hum…será? Forcei… acho que botei a imaginação pra trabalhar um pouco além da conta, não? De qualquer forma, nenhuma fruta carrega tanto simbolismo como a maçã. Nem legume, ou tubérculo. Ou alguém se imagina trabalhando num computador cujo logotipo é uma batata? Ou ouvindo música num aparelho ornamentado por um rabanete? Ou assistindo a uma TV simbolizada por uma cebola cortada ao meio? Algum empresário em pleno domínio de suas faculdades mentais sugeriria uma berinjela como símbolo de uma empresa de alta tecnologia? “Galera, vocês já foram na loja nova da Eggplant na Barra? Irada…”.
De onde vem o charme da maçã? Do Paraíso, pra começo de conversa. A tal da fruta proibida com que a cobra xavecou Eva, que por sua vez, devidamente xavecada, xavecou o pobre e ingênuo Adão. Ah, essas mulheres…vem daí o apelido de Nova York, a Big Apple, alvo preferencial de mulheres ávidas por comprar, comprar e comprar. 





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